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Incorporando apenas alterações visuais nos faróis e
lanternas traseiras, a versão 2002 do Mercedes-Benz
Classe A 190 Elegance com câmbio automático mantêm todos
os atributos de qualidade e desempenho, já consagrados
nos modelos 2001 |
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Ele é um pequeno
notável. Compacto por fora e espaçoso por dentro, o
Classe A dá show de agilidade e manobrabilidade no
trânsito da cidade, na versatilidade de uso do
espaço que seus bancos totalmente rebatíveis
oferecem, e no alto padrão do acabamento interno.
Mas não é só. A versão
190 Elegance com câmbio automático é ágil, veloz e
estável também na estrada. O conjunto motor / câmbio
/ suspensão resulta numa performance que remete ao
comportamento de um kart, guardadas, é claro, as
devidas proporções.
O motor tem 125
cavalos de potência e, junto com o câmbio automático
de quatro velocidades, com overdrive, e freios com
ABS, gerenciados conjuntamente por uma série de
dispositivos eletrônicos, o modelito enxuto da
Mercedes-Benz desponta como um dos mais sofisticados
e eficientes veículos monovolumes do mercado. Mas
qualidade tem preço: mesmo produzido em Juiz de
Fora, MG, o Classe A 190, na versão Elegance, com
câmbio automático, custa, tanto quanto um carro
grande, por volta de R$ 48,3 mil. |
texto: Ricardo Panessa
fotos: Divulgação |
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AGILIDADE DE FELINO

Câmbio
gerenciado por chip igual ao das McLaren da F-1
deixa carro “nervoso”
Com tecnologia
derivada dos carros da equipe McLaren-Mercedes de
Fórmula 1, o câmbio automático seqüencial do Classe
A 190 oferece incomum rapidez nas trocas de marchas,
se o motorista assim o desejar. Leve e compacto,
pesando apenas 68 kg e medindo 315 mm de
comprimento, funciona controlado por uma central
eletrônica em permanente ligação com o gerenciador
do motor. Orientado por diversos sensores, o sistema
avalia parâmetros como carga transportada,
resistência ao movimento e até o comportamento do
condutor, antes de escolher a marcha que deve ser
utilizada.
Além disso, o
sistema analisa e memoriza a forma de dirigir do
motorista e passa a realizar as trocas de acordo com
o estilo de condução. Sensores no acelerador medem,
por exemplo, a velocidade com que o pedal foi
pressionado, indicando o desejo do tempo de resposta
por parte do condutor. Assim, para um comportamento
mais agressivo, o câmbio realiza trocas mais rápidas
e, para uma postura mais serena, mudanças mais
longas. Em outras palavras, o câmbio "aprende" a
trocar as marchas de acordo com o desejo do
motorista.
Mas, se preferir, o
motorista pode trocar as marchas usando a alavanca
do câmbio. Ao contrário da maioria de outros câmbios
automáticos seqüenciais, que fazem as trocas para
“cima” e para “baixo”, o câmbio do Classe A troca as
marchas horizontalmente: para a esquerda reduz e
para a direita aumenta as marchas. Da posição
neutra, porém, o câmbio permite engatar, para a
frente, como a 1a. marcha da maioria dos carros com
câmbio manual, a marcha-a-ré, o que pode, de início,
confundir algum novo motorista desavisado.
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MOTOR MODERNO

Silencioso e potente, o motor de 125 cv do Classe A
190 é ponto alto do modelo
O motor de 125 cavalos que equipa o Classe A na
versão 190, tem 125 cavalos de potência, é capaz de
atingir 190 km/h de velocidade máxima e acelerar de
0 a 100 km/h em apenas 10,7 segundos. O modelo conta
com uma excelente relação peso x potência, de 8,7
kg/cv, que o torna um dos mais rápidos de seu
segmento, com um desempenho comparável ao de modelos
equipados com motorizações maiores.
A média de consumo do
Classe A 190, segundo a fábrica e rodando a 90 km/l,
é de 16,7 km/l; a 120 km/h a média cai para 12.4
km/l. Utilizando todo o potencial de acelerações e
retomadas que o conjunto motor/câmbio oferece,
certamente essa média será bem menor. Quando
exigido, o carrinho acelera, faz curvas e freia com
extrema eficiência, permitindo, até, alguns
excessos.
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"SOPA DE
LETRINHAS"
Sistemas eletrônicos gerenciam motor, câmbio, freios
e suspensões
Freios ABS, com EBD e BAS; suspensões com ESP e
tração gerenciada pelo sistema ESP tornam o Classe A
um modelo-show de tecnologia. Além do projeto
revolucionário, que incorpora design futurístico,
duplo chassi e motor Silitec, o Classe A oferece “de
fábrica” uma extensa lista de equipamentos de série,
com inovações incomuns em outros carros nacionais,
verdadeira “sopa de letrinhas” que, mesmo sem o
motorista saber, zelam por uma performance apurada e
pela segurança total, mesmo se o condutor não tiver
grandes pendões na direção automotiva.
Essas inovações
incluem o exclusivo Programa Eletrônico de
Estabilidade (ESP), o Brake Assist (BAS), os freios
com ABS e EBD, o controle de tração ASR, o duplo
air-bag, os cintos de segurança com tensionadores e
limitadores de força, a direção hidráulica
eletrônica, a transmissão automática seqüencial ou
câmbio semi-automático AKS (opcional), com
tecnologia dos carros da equipe McLaren-Mercedes de
Fórmula 1, o piloto automático, o limitador de
velocidade, o acelerador sem cabo (drive-by-wire) e
o gerenciador eletrônico de revisões ASSYST, para
ficar só entre os principais recursos.
A função do ABS é
evitar o travamento das rodas e, conseqüentemente,
conservar o controle direcional do carro pelo
motorista. Para isso, o ABS conta com a ajuda do EBD,
sistema que distribui eletronicamente a aplicação da
força de frenagem entre os eixos, e do BAS, que
reduz o espaço em frenagens de emergência.
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COMPACTO
MAIS ESPAÇOSO
Monovolume por definição, modelo é compacto mas
oferece grande espaço interno
Para conseguir esse espaço e conforto, o Classe A
foi construída com um chassi duplo, de camadas
sobrepostas, o que possibilitou a instalação
inclinada do motor e da caixa de marchas na
dianteira, ocupando menos espaço. Mas o chamado
“chassi inteligente”, não trouxe só esse ganho para
o projeto. Graças a ele, a Classe A oferece maior
segurança aos passageiros porque, em caso de batidas
frontais violentas, o motor e a caixa de câmbio
deslocam-se para debaixo do carro sem invadir o
habitáculo e, além disso, em choques laterais, o
piso elevado mantém os ocupantes fora da área de
colisão com os outros veículos.
Outro destaque do
Classe A é o caráter funcional de seu interior. Com
a posição de dirigir elevada, o motorista consegue
ter uma visibilidade privilegiada do trânsito,
facilitando ainda mais a condução do automóvel.
Todos os instrumentos estão à mão e o acesso ao
interior é facilitado pela ampla abertura das
portas, inclusive para os ocupantes do banco
traseiro.
A suspensão, que
embora seja do tipo “durinha”, é confortável quando
rodando sobre pisos bem pavimentados. Apesar do
elevado centro de gravidade do veículo, “gruda” o
carro no chão, propiciando até mesmo “tocadas” mais
ousadas e esportivas. Mas não se iluda. A carroceria
é alta, mas o espaço livre em relação ao solo é
pequeno. A frente raspa fácil em lombadas e outros
obstáculos sobre a via. O volante da direção, assim
como o painel revestido em couro, tem boa
empunhadura e garante sensação de total controle
sobre o comportamento do carro, realçando suas
qualidades de conforto.
O A 190 Elegance
tem o mesmo padrão de acabamento e nível de
equipamentos das demais versões. As únicas
diferenças visíveis entre uma versão e outra são o
emblema e os frisos laterais.

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